Leia antes de morrer!

O título do post é impactante, não é?

Quantas coisas você gostaria de fazer antes de morrer? Inúmeras, correto?

Quantos livros você gostaria de ler antes de morrer? Nunca pensou nisso? Deveria.

 

Fazer coisas antes de morrer, você vai fazer mesmo, viajar, brigar e fazer as pazes; conhecer coisas e perceber que o tempo passa mais rápido a cada dia. Infinitas coisas há de ser feita antes de morrer, concordo com isso, mas infinitos livros há de serem lidos antes de morrer.

 

Eu nunca fui incentivada a ler, minha mãe nunca chegou para mim e disse “leia, minha filha, ler faz bem”, nunca tive um exemplo a ser seguido. Meus pais não são pessoas que amam ler, que são estudiosos ou que lêem por paixão. Nunca tive exemplos desse porte dentro de casa, isso já veio dentro de mim e sempre que podia pegava minha Caloi azul calcinha e me aventurava até a biblioteca municipal para emprestar livros ou me perder nas prateleiras lendo sentada no chão.

 

Não tenho um gosto específico por gêneros de livros, leio de tudo, leio o que me indicam, leio o que vejo no top 5 dos mais lidos do jornal, muitas vezes eu não termino o livro, mas pelo menos dou a chance do livro me contagiar antes de sair falando mal dele. Tenho uma lista na cabeça dos 5 livros mais marcantes da minha vida e vou recomendar a vocês:

  • 1 – O menino sem imaginação – Carlos Eduardo Novaes

Procurei por um resumo do livro e não encontrei nada atrativo para que você entenda a história, mas vou escrever o porquê ele é o meu livro número um. Este livro não é o mais popular da história, acho que nunca chegou a ser listado entre os mais vendidos, mas conta uma história que me deixa perplexa até hoje. O menino sem imaginação conta a história de um menino que tinha (se não me engano) três televisões no quarto dele e ele não sabia usar a imaginação. Você deve se perguntar, como alguém não consegue usar a imaginação, foi essa reação que tive quando peguei o livro na biblioteca. Eu devia ter uns doze/treze anos quando li esse livro e eu não esqueço dele, pois ele abriu minha mente sobre o quanto a televisão me hipnotizava, mas eu não aprendia nada efetivo com ela. Leia esse livro, é uma leitura fácil, amigável e inesquecível.

 

  • 2 – O pequeno príncipe – Antonie De Saint-Exupéry

Quem nunca ouviu falar sobre o pequeno príncipe levanta a mão. Existem infinitas edições deste livro, releituras, com desenho e sem desenho, edição de bolso e edição de luxo e sabe por quê? Porque é um livro magnífico, tanto na sua essência, quanto nas suas gravuras. Eu já li ele umas três vezes e cada vez que leio chego em uma conclusão diferente, é como ler Dom Casmurro e ter certeza que a Capitú traiu Bentinho e depois ler de novo e achar que ele era paranóico. As três conclusões que cheguei foi, primeiro, o ser humano não foi feito para ficar sozinho e se ele ficar ele pode imaginar amigos, sim, na primeira conclusão que tive era que o aviador estava tão sozinho que fantasiou o príncipe para não se sentir sozinho no deserto. A segunda conclusão é que as expectativas, ou a falta delas, sempre vão te frustrar, como disse a raposa:

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… “

Ou seja, se você cria expectativas, no caso de saber a hora que a pessoa chega, você pode se ferrar, pois pode acontecer qualquer coisa e essa pessoa se atrasar. Se você não sabe a hora que a pessoa chega, você não cria expectativa, mas também não se prepara para receber a pessoa adequadamente.

A terceira conclusão que tirei do livro é que se você gosta de alguém ou você faz alguém se apaixonar por você, mesmo sem querer, você é eternamente responsável por ela, mesmo se vocês não estiverem mais juntas. As marcas e as cicatrizes serão eternas e elas sempre terão um nome.

Se você ainda não leu, leia. Se leu, releia.

 

  • 3 – Conte-me seus sonhos (Tell me your dreams) – Sidney Sheldon

Quando li a primeira vez (sim, já li três vezes) me apaixonei, Conte-me seus sonhos é considerado o mais inusitado e surpreendente romance do mestre Sidney Sheldon. Nele, Ashley Patterson – uma bela executiva que trabalha com a desinibida Toni Prescott e a sensível Alette Peters numa empresa de tecnologia no Vale do Silício – torna-se suspeita de uma série de assassinatos. Por quê me apaixonar por um livro cheio de mortes misteriosas e um vínculo entre as acusadas? Porque o livro é foda (perdão pelo vocabulário), ele consegue prender a atenção do leitor do começo ao fim. Quando comprei o livro não esperava que seria tão bom, mas comecei a ler e não queria largar mais, queria terminar no mesmo dia, queria devorar aquele livro, queria escrever como o Sidney escreve, queria ser ele.

 

  • 4 – O triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

O livro narra a trajetória de Policarpo Quaresma, um patriota ímpar, que causa estranheza nas pessoas pelos seus ideais e coragem. Um patriota doido, concordo, mas que leva suas convicções até o fim. Se tivéssemos mais patriotas lutando pelo nosso país, pela nossa evolução e pela nossa melhora, teríamos um país melhor. Claro que todos teriam que lutar pelas mesmas ambições, mas se um terço dos brasileiros tivessem um porcento da coragem de Policarpo talvez não tivéssemos tantas desigualdades. O livro me ensinou que moro em um país desacreditado pela própria população, um país onde a confiança em si mesmo é colocada à mesa em troca de pão, pois não se tem convicção de melhora de vida.

 

  • 5 – Olga – Fernando Moraes

Vou ser bem sincera, li o livro, pois vi o filme e me apaixonei pela coragem de Olga Benário e queria saber mais sobre sua vida. A obra fala sobre a vida de Olga Benário alemã, judia e comunista, que se envolveu com Luís Carlos Prestes. Ela veio ao Brasil para lutar com ele pelos ideais comunistas. Acabou sendo presa e deportada grávida para a Alemanha pelo governo brasileiro, tendo como presidente Getúlio Vargas. Você deve estar se perguntando, e daí? O que esse livro tem de bom? Ele é uma biografia da mulher que lutou por um ideal, lutou pelo seu amor, lutou pela convicção de liberdade e igualdade, e mesmo assim perdeu. Perdeu o marido e teve sua filha arrancada de seus braços. Foi morta em uma câmera de gás em um campo de concentração em 1942, mas nunca deixou de ter coragem e enfrentou tudo de cabeça erguida.

 

Estes 5 livros me ensinaram que ler é um remédio homeopático para te fazer bem, aos poucos te vicia e te instiga a querer mais. Lembro que comecei a frequentar a biblioteca quando tinha por volta dos sete anos, sempre voltava com cinco livros (o máximo que podia retirar) e me trancava no quarto para ler. Na faculdade a biblioteca era meu lugar favorito depois da lan house onde eu baixava episódios de The L Word para ver em casa sozinha.

 

Sempre tive uma sintonia com os livros, sempre amei mais os livros do que as pessoas e isso me instigou a começar a escrever minhas próprias histórias, sem saber criei um heterônimo, Alice (Afinal, quem é Alice), e através dele criei histórias onde existiam mulheres corajosas como Olga, pessoas solitárias como o Aviador do Pequeno Príncipe, pessoas com expectativas como a raposa e pessoas complexas, como Ashley de Conte-me seus sonhos.

 

Sidney Sheldon estava em alta quando comprei Conte-me seus sonhos, na biblioteca ele tinha uma estante dedicada a ele e eu na minha ingênua e introspectiva vida queria ser igual a ele. Nunca tinha contado isso a ninguém até me casar e encontrar uma pessoa que entende essa vontade de escrever que eu tenho (ou finge muito bem, rsrs). Quando era adolescente sentia vergonha de dizer que queria ser escritora, sentia medo de assumir essa profissão tão obscura e mal vista. Eu mesma me perguntava, mas como vou ganhar dinheiro com isso? Ninguém vai entender que ganho para ficar escrevendo histórias, ninguém vai ler minhas histórias.

 

Até alguns meses atrás eu nunca tinha conseguido assumir para mim mesma que gostava de escrever, nunca assumi isso para meus pais e nunca havia assumido isso para minhas amigas.
Na época que eu escrevia, eu não tinha um computador só para mim, um que eu pudesse usar a hora que quisesse e escrever sem ninguém me perguntar o que eu estava escrevendo, então eu escrevia em cadernos, sim, escrevia a mão. Escrevi muitas histórias, comecei outras tantas. Eu fingia estudar e ficava escrevendo fingindo fazer resumos, passava horas e horas fazendo invenções mirabolantes e muitas vezes histórias sem nexo e com muito sexo.

 

Quando entrei na faculdade levei todos esses cadernos comigo e comecei a colocá-las no computador, pois enfim podia usá-lo sem ninguém me encher a paciência.

 

Um dia me revoltei com toda essas histórias, chorei um monte, rasguei todos os cadernos que eu tinha e coloquei no lixo. Até hoje eu não sei porque tive esse ataque, a única coisa que sei é que eu me arrependo profundamente de ter feito isso. Consegui recuperar alguns arquivos que estavam no computador dessa época e terminei de redigir o que lembrava.

 

Sentimentos Adormecidos é um desses arquivos recuperados da minha adolescência, um livro que conta a história de Alice (não a mesma Alice que é meu heterônimo) e Angélica, uma história que foi criada para ser um romance intenso para confortar os corações mais solitários. Coloquei o primeiro capítulo para você fazer o download e conhecer um pouco da história, o download é free e livre de censura, afinal o amor é para todas.

 

E por mais que pareça, esse post não é uma auto promoção do meu livro ou do meu arrependimento de não ter investido na carreira de escritora, esse post é uma forma de dizer que se você não lê e não se aventura nas páginas de um livro você morre um pouco cada dia. A leitura de qualquer livro, de qualquer gênero e de qualquer história é sempre válida, é sempre recompensadora, pois ler abre a mente e o coração fica mais livre para ser quem ele quer ser.

 

Por fim lhe recomendo a leitura de Sentimentos Adormecidos, não recomendo por ser de minha autoria, recomendo para você, pois é uma história com idas e vindas que vão fazer você querer me bater ou me amar. Abra-se para uma leitura homoafetiva e sinta-se presente na história. Quantos livros você leu e se viu na história? Sentiu-se parte daquele universo? Poucas? Nenhuma? Leia Sentimentos Adormecidos e deixe seu comentário, ele é um romance cheio de amor e levemente apimentado. 😉

 

Boa leitura!

Alice.

 

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**Um livro para tirar você do tédio de qualquer festinha familiar, ida para o trampo ou domingo chuvoso.

 

 
 
 
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